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Acusados de matar pacientes em UTI no DF são interrogados; juiz vai decidir sobre júri popular

Acusados de matar pacientes em UTI no DF são interrogados A Justiça do Distrito Federal concluiu nesta segunda-feira (8) a primeira fase do julgamento dos trÃ...

Acusados de matar pacientes em UTI no DF são interrogados; juiz vai decidir sobre júri popular
Acusados de matar pacientes em UTI no DF são interrogados; juiz vai decidir sobre júri popular (Foto: Reprodução)

Acusados de matar pacientes em UTI no DF são interrogados A Justiça do Distrito Federal concluiu nesta segunda-feira (8) a primeira fase do julgamento dos três técnicos de enfermagem acusados de participação na morte de três pacientes internados na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Anchieta, em Taguatinga. Os três réus foram interrogados na tarde desta segunda. Durante quatro dias de audiências, também foram ouvidas 26 testemunhas – entre elas, familiares das vítimas, médicos, enfermeiros, peritos e investigadores. O juiz do Tribunal do Júri de Taguatinga, João Marcos Guimarães Silva, tem agora dez dias para definir o futuro do processo. Nesta etapa, cabe ao magistrado analisar todos os depoimentos, laudos e provas. Se avaliar que há indícios suficientes, o juiz emite a chamada sentença de pronúncia e envia o caso ao júri popular. Caso contrário, o magistrado assina uma decisão de impronúncia e extingue o processo sem a análise do mérito (do conteúdo). Qualquer que seja a decisão do juiz João Marcos Guimarães Silva, o Ministério Público e a defesa dos réus podem recorrer. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 DF no WhatsApp. Os réus Marcos Vinicius Silva Barbosa de Araújo, Amanda Rodrigues de Sousa e Marcela Camilly Alves da Silva estão presos desde o início de janeiro. Três técnicos de enfermagem suspeitos de matarem pacientes internados na UTI do Hospital Anchieta TV Globo/Reprodução Eles respondem pelo homicídio de três pessoas: João Clemente Pereira, de 63 anos; Miranilde Pereira da Silva, de 75 anos; Marcos Moreira, de 33 anos. Ao fim da audiência, o advogado de Marcos Vinicius afirmou que o técnico agiu sozinho, sem a participação das outras acusadas. A defesa de Amanda sustentou que a acusada é inocente e não participou das ações. O g1 e a TV Globo tentam contato com a defesa de Marcela. Já o Ministério Público defende que os três réus tiveram envolvimento nas mortes. "Há 27 anos no júri, estou cansado de ver as pessoas tentarem jogar a culpa no outro. Essa é a estratégia adotada nesse processo, eles querem que quem responda seja o Marcos, e que as outras duas sejam liberadas. Todo o processo me permite, cada vez mais, concluir de forma absoluta que os três agiram de forma unânime. Todos os três, visando matar aquelas pessoas", afirmou o promotor do MP no Tribunal do Júri de Taguatinga, Bernardo Resende. Relembre o caso Justiça aceita denúncia contra técnicos do Hospital Anchieta O caso que levou os três técnicos de enfermagem ao Tribunal do Júri de Taguatinga teve início após a morte de pacientes internados na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Anchieta. As investigações começaram depois que suspeitas sobre as circunstâncias dos óbitos chegaram às autoridades. A partir disso, foi instaurado inquérito para apurar se havia irregularidades na conduta de profissionais de saúde durante o atendimento aos pacientes. Com o avanço da apuração, o Ministério Público denunciou os técnicos, apontando indícios de participação deles nas mortes. Segundo informações do processo, os casos ocorreram enquanto os pacientes estavam internados na UTI, um ambiente de cuidados intensivos onde são atendidas pessoas em estado grave. A investigação buscou esclarecer se as mortes decorreram de causas naturais ou se houve ação ou omissão criminosa. Em março, o Tribunal do Júri decretou as prisões preventivas de Marcos, Amanda e Marcela. Com isso, os três seguem detidos por tempo indeterminado. Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.