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Atiradores que mataram 3 pessoas em centro islâmico nos EUA se conheceram pela internet e deixaram mensagens de ódio, diz FBI

Três pessoas morreram em um atentado em uma Mesquita em San Diego, na Califórnia Os adolescentes que mataram três pessoas em uma mesquita de San Diego, nos E...

Atiradores que mataram 3 pessoas em centro islâmico nos EUA se conheceram pela internet e deixaram mensagens de ódio, diz FBI
Atiradores que mataram 3 pessoas em centro islâmico nos EUA se conheceram pela internet e deixaram mensagens de ódio, diz FBI (Foto: Reprodução)

Três pessoas morreram em um atentado em uma Mesquita em San Diego, na Califórnia Os adolescentes que mataram três pessoas em uma mesquita de San Diego, nos EUA, se conheceram on-line e compartilhavam um "ódio generalizado" contra diferentes religiões e raças, disseram as autoridades americanas nesta terça-feira (19). ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Mark Remily, do FBI, afirmou àe imprensa que as autoridades descobriram escritos dos suspeitos. As autoridades se recusaram a especificar quais ideologias ou opiniões foram expressas pelos atiradores. As autoridades também recuperaram 30 armas de fogo e uma besta em duas residências revistadas em conexão com a investigação. Remily disse que as autoridades ainda estão tentando descobrir se os atiradores tinham planos mais amplos. Horas antes do ataque de segunda-feira (18), a polícia já estava em busca dos dois adolescentes que seriam considerados responsáveis. Policial em mesquita de San Diego, na Califórnia, em 18 de maio de 2026 REUTERS/Mike Blake A busca começou depois que a mãe de um dos adolescentes relatou que seu filho estava com tendências suicidas e havia fugido de casa, de acordo com o chefe de polícia Scott Wahl, que disse que armas e o veículo da mãe haviam desaparecido da residência da família. Duas horas após a ligação, o tiroteio começou no Centro Islâmico de San Diego, que também abriga uma escola. Os suspeitos, de 17 e 18 anos, foram encontrados nas proximidades, dentro de um veículo, após cometerem suicídio. O tiroteio foi o mais recente de uma série de ataques a locais de culto e ocorre em meio ao aumento das ameaças e crimes de ódio contra as comunidades muçulmana e judaica desde o início da guerra no Oriente Médio, o que levou ao reforço da segurança. Autoridades revistam casa de suspeitos As autoridades ainda não identificaram publicamente os adolescentes na manhã desta terça, mas, após o tiroteio, investigadores foram vistos revistando a casa de Cain Clark, um estudante do último ano do ensino médio em San Diego. Os pais de Clark, que constam em registros públicos como residentes na casa, não responderam aos pedidos de comentários, assim como outros familiares. James Canning, porta-voz do Distrito Escolar Unificado de San Diego, afirmou que a polícia escolar está cooperando com as autoridades de San Diego na investigação do ataque à mesquita. Clark estava estudando online desde 2021 e estava previsto para se formar no próximo mês, disse ele. Embora não frequentasse a escola presencialmente, ele participou, em 2024, da equipe de luta livre da Madison High School, em San Diego. Canning disse que Clark não tinha histórico de problemas disciplinares no ensino médio. Os vizinhos Marne e Ted Celaya disseram que viram Clark pela última vez algumas horas antes do tiroteio e que ele acenou ao entrar sozinho em um carro e ir embora. Eles descreveram a família Clark como bons vizinhos há mais de 20 anos e se lembraram de quando Cain nasceu, vendo-o crescer junto com seu irmão mais velho. “É inacreditável”, disse Marne Celaya sobre o tiroteio. “Ele me ajudava a trazer as compras do supermercado.” 120 Pessoas se abraçam do lado de fora do Centro Islâmico de San Diego, um dia após um tiroteio, terça-feira, 19 de maio de 2026, em San Diego. Jae C. Hong/AP 'Retórica de ódio' desempenhou um papel As autoridades executaram mandados de busca enquanto investigam como e por que o ataque aconteceu. Não havia nenhuma ameaça específica contra o centro islâmico, que é a maior mesquita de San Diego, mas as autoridades descobriram que os suspeitos se envolveram em “retórica de ódio generalizada”, disse Wahl. Organizações muçulmanas americanas rapidamente destacaram que a retórica anti-muçulmana tem aumentado nos Estados Unidos. "Palavras têm consequências", disse Mohamed Gula, CEO interino do grupo de defesa Emgage Action. Entre as vítimas, estava um segurança. Imagem aérea mostra o Centro Islâmico de San Diego, na terça-feira, 19 de maio de 2026, em San Diego Jae C. Hong/AP Entre os mortos estava um segurança que, segundo as autoridades, impediu que o ataque se alastrasse para além da entrada da mesquita. O imã Taha Hassane identificou as vítimas como Abdullah, Mansour Kaziha e Nader Awad. Kaziha, conhecido como Abu Ezz, "era tudo" para o Centro Islâmico, disse Hassane. "Ele era o faz-tudo. Era o cozinheiro. Era o zelador", disse Hassane. Wahl falou sobre como os três homens ajudaram a distrair o atirador, evitando uma tragédia maior. Abdullah trabalhava na mesquita há mais de uma década. “Ele queria defender os inocentes, então decidiu se tornar um segurança”, disse o xeique Uthman Ibn Farooq, que conversou com o filho de Abdullah. Em uma publicação no Facebook, a mesquita afirmou que os falecidos eram “homens de coragem, sacrifício e fé”, escreveu o centro. “Sua ausência deixa um vazio que jamais poderá ser preenchido.” Buscas começaram duas horas antes do ataque Pouco antes do ataque, as buscas pelo adolescente desaparecido se intensificaram na manhã de segunda-feira, à medida que as autoridades reuniam mais informações. A polícia descobriu que ele estava vestido com roupas camufladas — o que gerou alerta — e que estava com um amigo. Os policiais usaram leitores automáticos de placas para rastrear o carro até um shopping e foram até lá. O chefe de polícia disse que, enquanto outros policiais conversavam com a mãe do suspeito, que havia chamado a polícia, os primeiros relatos do tiroteio vieram de perto, da mesquita, localizada em um bairro com restaurantes e mercados do Oriente Médio. O centro inclui a Escola Al Rashid, que oferece cursos de língua árabe, estudos islâmicos e Alcorão para alunos a partir de 5 anos de idade, de acordo com seu site. Imagens de televisão mostraram mais de uma dúzia de crianças de mãos dadas sendo retiradas do estacionamento do centro, que estava cercado por viaturas policiais. Enquanto os policiais revistavam a mesquita em busca dos atiradores, houve relatos de pessoas em fuga. Wahl disse que um motorista atirou em um jardineiro que não ficou gravemente ferido. A polícia encontrou os suspeitos mortos em seguida. Daniel McDonald disse que estava dentro de casa quando ouviu os tiros. Ao sair, encontrou as ruas bloqueadas, cacos de vidro no asfalto e um jardineiro visivelmente abalado. Ele relatou ter visto policiais tentando reanimar um dos suspeitos.