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Comunidade da Praia do Saco faz ato público contra retirada de igreja com mais de 400 anos

Ato público é realizado contra retirada de igreja em Estância. Secretaria de Comunicação de Estância A comunidade da Praia do Saco, que fica na cidade de ...

Comunidade da Praia do Saco faz ato público contra retirada de igreja com mais de 400 anos
Comunidade da Praia do Saco faz ato público contra retirada de igreja com mais de 400 anos (Foto: Reprodução)

Ato público é realizado contra retirada de igreja em Estância. Secretaria de Comunicação de Estância A comunidade da Praia do Saco, que fica na cidade de Estância, realizou um ato público, neste domingo (12), na Igreja Nossa Senhora da Boa Viagem contra a decisão judicial que determinou a demolição e realocação do prédio que já tem mais de 400 anos. O ato foi realizado com um abraço coletivo ao redor do prédio que reuniu a comunidade, turistas, autoridades políticas e lideranças religiosas. “Ela tem um valor histórico, cultural e sobretudo religioso. Aqui se encontram as pessoas nativas, os veranistas que vêm aos fins de semana, os turistas, e fazem a sua fé e se encontram com o Jesus Eucarístico aqui. Por isso que em meio a esta situação, estamos aqui para dizer que queremos pedir a permanência deste lugar sagrado e santo”, disse o Bispo de Estância, Dom José Genivaldo Garcia. Relembre o caso Justiça determina que igreja seja desmontada e realocada na Praia do Saco em Estância A Justificativa apontada pela decisão da Justiça Federal é erosão do solo na região provocada pelo avanço do mar, o que colocaria a estrutura em risco. Ainda de acordo com o texto, para manter a preservação do valor cultural e religioso a retirada deve ser realizada com planejamento e a construção deve ser feita na Praia do Saco, mantendo na medida do possível, as características arquitetônicas originais. A Diocese de Estância reafirmou sua disposição para o diálogo institucional e para a construção de soluções que conciliem a proteção ambiental com a preservação do patrimônio religioso e cultural, sempre em benefício da coletividade. A Procuradoria Geral do Estado informou que vai recorrer da decisão e que concilia ações de proteção ao ecossistema costeiro com iniciativas voltadas ao desenvolvimento econômico sustentável, a exemplo do que já ocorre em outras áreas do país. Destaca, por fim, que formalizou, junto ao Ministério Público Federal, um acordo que prevê a adoção de medidas estruturantes para a adequada gestão da área, o qual aguarda homologação.