cover
Tocando Agora:

Legado de fé e humanismo: livro homenageia médica de Fernandópolis dois anos após morte em acidente da Voepass

Livro lançado em homenagem à médica vítima de acidente aéreo relembra trajetória Quase dois anos após o acidente aéreo da Voepass que matou 62 pessoas e...

Legado de fé e humanismo: livro homenageia médica de Fernandópolis dois anos após morte em acidente da Voepass
Legado de fé e humanismo: livro homenageia médica de Fernandópolis dois anos após morte em acidente da Voepass (Foto: Reprodução)

Livro lançado em homenagem à médica vítima de acidente aéreo relembra trajetória Quase dois anos após o acidente aéreo da Voepass que matou 62 pessoas em Vinhedo (SP), a trajetória da médica Arianne Albuquerque Estevan Risso passou a ser contada em um livro lançado em São José do Rio Preto (SP). A obra homenageia a jovem de 34 anos, formada em Fernandópolis e uma das vítimas do acidente, e destaca a fé, o humanismo e a dedicação que marcaram a atuação dela na medicina naquela cidade. Natural de Cuiabá (MT), Arianne se formou em medicina em 2015, em uma universidade de Fernandópolis, cidade onde também atuou na rede pública de saúde entre 2019 e 2020, no Programa Saúde da Família do bairro Brasilândia. 📲 Participe do canal do g1 Rio Preto e Araçatuba no WhatsApp A médica estava no voo 2283 da Voepass, que decolou de Cascavel (PR) com destino a São Paulo, em agosto de 2024. Ela viajava para participar de um congresso médico. A aeronave caiu dentro de um condomínio no bairro Capela, em Vinhedo, na região de Campinas. Não houve sobreviventes. Arianne Albuquerque Estevan Risso, que trabalhou em Fernandópolis (SP), é uma das vítimas do acidente aéreo em Vinhedo (SP) Fátima Albuquerque/Arquivo pessoal Na época do acidente, Arianne fazia residência em oncologia no Hospital do Câncer Uopeccan, em Cascavel, após se mudar para o Paraná para realizar o sonho de se tornar oncologista. O livro, no entanto, não foi pensado para relembrar a tragédia, mas para preservar a memória da médica a partir dos relatos de pessoas que conviveram com ela. “Ela era uma mulher de muita fé, de muitos princípios”, relembrou à TV TEM a médica intensivista Andressa Silva Machado Paulino, amiga de Arianne desde a época da faculdade. Segundo ela, a colega encarava a medicina como uma missão e transmitia amor no cuidado com os pacientes. Andressa Paulino, amiga de vítima de acidente da Voepass, ressalta humanidade no perfil da colega TV TEM/Reprodução LEIA TAMBÉM 'Só um milagre salvaria meu filho': mulher atribui cura a promessa e vai a Aparecida há 22 anos 'Voltei a sonhar', diz mulher que superou violência doméstica e encontrou na atuação um recomeço no interior de SP Do 'dar a pata' a receber injeção sem anestesia: vídeo viral de lobo-guará de 14 anos mostra treino em zoo do interior de SP O lançamento da obra também emocionou pessoas que não conheceram Arianne pessoalmente, mas que se sensibilizaram com a história da médica. “A gente, como mãe, se sensibiliza com uma história dessa”, afirmou Virgínia Munique, assessora do Sindicato dos Médicos, que participou do evento. A autora do livro, Maria Fernandes, contou que não chegou a conhecer Arianne, mas recebeu a missão de transformar em palavras os sentimentos, a fé e os valores deixados pela médica. Fátima Albuquerque, mãe de vítima do acidente da Voepass na cerimônia de lançamento do livro sobre legado da filha TV TEM/Reprodução Initial plugin text Desde o acidente, a mãe de Arianne, Fátima Albuquerque, passou a atuar à frente da associação dos familiares das vítimas do voo 2283 e acompanha as investigações sobre a tragédia, considerada uma das maiores da história da aviação brasileira. “Vai ser pela primeira vez, em toda a história da aviação civil, que você vai ver de fato os culpados, não só o piloto. A gente sabe que foi crime sim”, afirmou Fátima à TV TEM, durante o lançamento do livro. Emocionada, ela disse que a publicação representa uma forma de manter viva a memória da filha. Cerimônio de lançamento de livro sobre vítima do acidente da Voepass em Rio Preto (SP). Reprodução/TV TEM “Gratidão. Em um primeiro momento, foi a revolta de ter perdido minha filha tão cedo, mas, agora, posso mostrar ao mundo a história da minha filha”, declarou, à TV TEM. Após a tragédia, o corpo de Arianne foi velado e sepultado em Fernandópolis, cidade onde ela construiu parte da trajetória acadêmica, profissional e pessoal. Foi no município, inclusive, que conheceu o marido, o teólogo Leonardo Risso da Silva. Arianne Albuquerque Estevan Risso e o marido, natural de Fernandópolis (SP), Leonardo Risso da Silva Leonardo Risso da Silva/Arquivo pessoal Veja mais notícias da região no g1 Rio Preto e Araçatuba VÍDEOS: confira as reportagens da TV TEM