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Polícia Civil faz reconstituição para investigar morte de líder indígena em Amajari

Polícia Civil faz reconstituição da morte do líder indígena encontrado morto em Roraima A Polícia Civil de Roraima (PCRR) realizou neste sábado (21) a re...

Polícia Civil faz reconstituição para investigar morte de líder indígena em Amajari
Polícia Civil faz reconstituição para investigar morte de líder indígena em Amajari (Foto: Reprodução)

Polícia Civil faz reconstituição da morte do líder indígena encontrado morto em Roraima A Polícia Civil de Roraima (PCRR) realizou neste sábado (21) a reconstituição do caso que investiga a morte do líder indígena Gabriel Ferreira Rodrigues, de 28 anos, no município de Amajari, Norte do estado. O caso é tratado como homicídio e considerado prioridade para a segurança pública estadual. A simulação ocorre na mesma semana em que lideranças e integrantes do movimento indígena bloquearam a rodovia RR-203 em protesto para cobrar agilidade e respostas sobre o crime. Eles acreditam que Gabriel Ferreira tenha sido assassinado devido à atuação na defesa dos direitos dos povos originários e dos territórios da região. Polícia Civil faz reconstituição para esclarecer morte do líder indígena Gabriel Ferreira Rodrigues, de 28 anos. Divulgação/PCRR A ação deste sábado foi acompanhada pelos diretores da Polícia Civil, da Secretaria de Segurança Pública (Sesp) e do Instituto de Medicina Legal (IML). Representantes da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e do Conselho Indígena de Roraima (CIR) também estiveram presentes. Para o delegado titular de Pacaraima, Robin Felipe, a reconstituição é uma etapa essencial para analisar hipóteses e entender a dinâmica do crime. "A equipe pericial foi acionada para realizar o levantamento técnico da reprodução simulada dos fatos com o objetivo de esclarecer as circunstâncias da morte. Ainda não há nada 100% concluído. Seguiremos com os trabalhos para fechar toda a cadeia de eventos", explicou o delegado. O diretor do Instituto de Criminalística Perito Dimas Almeida (ICPDA), Sttefani Ribeiro, destacou que a simulação serve para confrontar as versões do caso com os vestígios do local. "Algumas hipóteses já foram excluídas, outras permanecem sob análise, e seguimos trabalhando para confirmar ou descartar cada uma delas”, afirmou. Manifestação por justiça Durante a semana, cerca de 500 indígenas da Terra Indígena Araçá interditaram a RR-203, liberando apenas veículos de emergência. Com faixas e cartazes com a frase "Quem matou Gabriel?", os manifestantes exigiram a identificação dos culpados. Indígenas acreditam que Gabriel foi assassinado e que o crime pode ter relação com a atuação dele na defesa dos direitos indígenas Caíque Rodrigues/g1 RR O CIR definiu a morte como uma "perda irreparável" e classificou Gabriel como um jovem guerreiro. Em nota, a organização cobrou uma apuração imparcial e transparente. "A morte de uma liderança indígena não pode ser tratada com silêncio, negligência ou indiferença. Não aceitaremos a naturalização da violência contra os povos indígenas", declarou o CIR. Relembre o caso A família relatou ao g1 que Gabriel saiu de casa, na comunidade Novo Paraíso, no dia 31 de janeiro, para participar de um evento na comunidade Juracy. Ele foi visto entre 6h e 7h da manhã do dia 1º, no barracão da festa. Desde então, não retornou para casa nem manteve contato com familiares ou amigos. Moradores disseram à família que Gabriel foi visto seguindo em direção a uma fazenda próxima. No dia 10, ele foi encontrado morto na RR-203, no município do Amajari. A moto e o celular dele foram encontrados a cerca de 300 metros de distância de onde o corpo foi achado. Desde o início do caso, o CIR tem cobrado por investigação. Cocar usado por Gabriel Ferreira Rodrigues, de 28 anos, líder indígena encontrado morto em Roraima Caíque Rodrigues/g1 RR Na trajetória de defesa dos direitos dos povos originários, Gabriel ocupou diversas frentes. Uma delas foi como coordenador regional da juventude de Amajari e outra como comunicador da Rede Wakywaa de comunicadores indígenas. Atualmente, ele exercia a função de secretário regional e articulava ações junto às lideranças e diversas comunidades da região. Leia outras notícias do estado no g1 Roraima.