Rio Juruá transborda pela 2ª vez em janeiro e oito bairros são impactados no interior do Acre
Rio Juruá em Cruzeiro do Sul Édson Fernandes/Arquivo pessoal O Rio Juruá ultrapassou a cota de transbordo de 13 metros em Cruzeiro do Sul, no interior do Acr...
Rio Juruá em Cruzeiro do Sul Édson Fernandes/Arquivo pessoal O Rio Juruá ultrapassou a cota de transbordo de 13 metros em Cruzeiro do Sul, no interior do Acre, e marcou 13,12 metros às 6h deste sábado (31), segundo o monitoramento da Defesa Civil do município. Apesar do nível elevado, não há registro de desabrigados ou desalojados, conforme o boletim mais recente divulgado pelo município. 📲 Participe do canal do g1 AC no WhatsApp A elevação do rio ocorre em meio à situação de emergência decretada pela prefeitura no dia 20 de janeiro e publicada na última segunda (26), após uma sequência de chuvas intensas que provocou o transbordamento dos rios da região e afetou a rotina de moradores da zona urbana e rural. Atualmente, oito bairros são impactados pela cheia. São eles: Várzea, Olivença, Miritizal, Beira Rio, Lagoa, Manoel Terças, Cruzeirinho e São Salvador. Na zona rural, oito comunidades ribeirinhas seguem sendo monitoradas, entre elas Tapiri, Praia Grande, Laguinho, Florianópolis, Laguinho do Carvão, Estirão do Remanso, São Luiz e Lago do Sacado. Prefeitura de Cruzeiro do Sul decreta emergência devido a cheia do Rio Juruá LEIA TAMBÉM: Após cinco dias, Rio Juruá sai da cota de transbordo em Cruzeiro do Sul Rio Juruá ultrapassa cota de transbordo e deixa mais de 1,4 mil famílias atingidas no interior do AC Vale do Juruá é a área de maior vulnerabilidade econômica no Acre, aponta estudo Governo federal reconhece emergência em Rio Branco por conta de enchentes Desde a decretação da emergência na cidade, a Defesa Civil intensificou o acompanhamento do nível do rio, realizou vistorias em áreas de risco e manteve equipes para atendimento imediato à população. A prefeitura também mobilizou secretarias municipais para ações preventivas, com foco na orientação dos moradores, levantamento de danos e preparação de estruturas de acolhimento, caso seja necessário. A última cheia, registrada em 17 de janeiro deste ano, afetou cerca de 1.650 famílias, o que corresponde a, aproximadamente, 6,6 mil pessoas. Deste total, ao menos 139 famílias ficaram sem energia elétrica e, consequentemente, sem acesso à água potável. Cinco dias depois, no dia 22, o manancial saiu do cenário de alerta máximo. Mesmo sem registros de famílias fora de casa até este sábado (31), o município mantém o alerta devido à previsão de continuidade das chuvas nos próximos dias. Rio Juruá transbordou, pela 1ª vez em 2026, no dia 17 de janeiro Édson Fernandes/Arquivo pessoal Decreto O decreto de emergência autoriza, entre outras medidas, a mobilização total da máquina pública, a dispensa de licitação para ações emergenciais e a convocação de voluntários. O documento, assinado pelo prefeito Zequinha Lima, classifica o cenário como 'Situação de Emergência Nível II', devido à magnitude dos danos e à incapacidade do município de lidar sozinho com os prejuízos causados pela cheia. Entre as medidas previstas, estão ainda a possibilidade de entrada forçada em imóveis para resgate ou evacuação em caso de risco iminente, uso temporário de propriedades particulares e até processos de desapropriação de áreas consideradas de alto risco. Rio Juruá transborda e deixa famílias atingidas em Cruzeiro do Sul O decreto também permite a dispensa de licitação para contratação de bens, serviços e obras emergenciais relacionadas à resposta ao desastre, desde que os contratos sejam concluídos em até 180 dias. A situação de emergência terá validade de seis meses, podendo ser reavaliada a qualquer momento, e prevê a busca por apoio dos governos estadual e federal para complementar os recursos necessários ao enfrentamento da cheia. VÍDEOS: g1